quinta-feira, dezembro 30, 2010

Entrevista com The Rock Legs (agosto 2010)

VM: Todos sabem a dificuldade de começar uma banda, podemos ver bem isso no artigo de Duda Kalvin, “Como as bandas acabam?” no www.rockgaucho.com.br. Todos já viveram por alguma das situações citadas por ele. Imagino que montar uma banda só com mulheres deve ser muito mais difícil, quais suas dificuldades para montar a banda, e como isso aconteceu?
RL: Com toda certeza a maior dificuldade que tivemos foi o preconceito: subir no palco e ouvir alguém gritando "Não precisa nem tocar, só fiquem paradas aí em cima!", ou então: "Não devem tocar nada, só querem mostrar as pernas!". Mas isso nunca foi obstáculo para gente, porque sempre depois do show essas mesmas pessoas vem ao nosso encontro dizer que foi o melhor show da noite ou algo do tipo.



VM: O nome The Rock Legs é bem sugestivo, como surgiu a idéia desse nome, foi por estratégia de Marketing?
RL: Na verdade a banda se chamava Pão com Bahh! Fomos Pão com Bahh até o dia em que fomos registrar o nome da banda e descobrimos uma comitiva de pescadores de Canguçu que ja tinha esse nome. Então tivemos que mudar de nome, não foi muito difícil escolher The Rock Legs pois na maioria dos nossos shows já nos chamavam de "As Pernas do Rock", e com toda certeza tem mais a nossa cara.
VM: Quais as influências da banda?
RL: Cada uma tem suas preferências e influências, o que se torna muito bom para banda. Mas claro temos bandas em comum, como: Blondie, Talking Heads, Creedence, e isso vão até Matanza, Oasis e claro The Beatles.

VM: Dizem que para “pegar mulher” basta subir em um palco com uma guitarra, imagino que para uma mulher então, não precisa nem da guitarra, basta subir no palco, hehe. Como funciona esse assédio? E são todas casadas, os maridos aceitam bem essa situação?
RL: Bom o assédio é comum, como ja dito na 1ª pergunta. No começo era constrangedor mas agora podemos dizer que gostamos. É o nosso diferencial subir no palco de saia e salto alto, sabemos disso, somos bonitas e sim TOCAMOS DE VERDADE e ainda por cima bem! Em relação aos namorados e maridos duas das integrantes são comprometidas, a baterista da banda Beta Schuh namora o músico Cássio de Abreu mais conhecido como Xalaman, e a guitarrista da banda Letícia Busker é casada com o também músico Charles Busker, por isso, podemos dizer que não ha maiores complicações pois eles são do meio e sabem como tudo funciona.

VM: Hoje o rock parece estar tomando um novo rumo, muita banda nova de rock, que fazem seu sucesso, mas criticado por muitos, sendo chamados por muitos de “musica emo” ou “novo rock”. Como a banda vê essa nova forma de fazer rock? Da saudade dos anos 80 ou 70?
RL: Com toda certeza esse não é o tipo de som que podemos dizer que gostamos de escutar, mas não temos nenhum preconceito em relação a estas bandas, o que a gente não gosta é das bandas que são todas iguais do "Rock Gaúcho" mas para entender melhor essa critica é só escutar nossa primeira música de trabalho que se chama: Rock Popular Gaúcho.

VM: A quanto tempo a banda existe, quais trabalhos realizados por ela, e o que vem de novidade por aí?
RL: A banda com a atual formação existe há 3 anos, nesse meio tempo conquistamos muita coisa: um produtor de São Paulo assistiu a um show  e concordou em produzir uma música nossa pelo selo dele (Elegance Virtual Music), foi então que gravamos nossa música de trabalho Rock Popular Gaúcho. Por causa desta musica e deste selo fomos chamadas para tocar em São Paulo. Lá fizemos dois shows: o primeiro em São Caetano na Associação Cidadão do Mundo e o segundo na famosa casa de show Inferno, e para terminar nossa pequena Tour gravamos um programa de TV local.
Depois disso a banda só tem crescido e melhorado a cada dia, nossa próxima novidade são duas músicas prontas que estaremos lançando ainda no mês de Agosto e a produção de um video clipe até o final do ano.

VM: Algum tempo atrás, as bandas pra fazer sucesso precisavam ir para os grandes centros urbanos, como São Paulo, E hoje vemos bandas de todo país fazendo sucesso, Como vocês vêem o futuro da banda, em São Paulo ou no lugar onde tudo começou?
RL: Acreditamos que se tiver que ser vai ser, vai ser! Tudo para gente tem caído do céu, claro que com méritos nossos de ter trabalhado para conseguir o reconhecimento. Independente de ser no Rio Grande do Sul ou em São Paulo, onde a banda estiver tocando se o trabalho for bom, e claro tiver um pouquinho de sorte as coisas acontecem.

VM: A realidade de muitos músicos é trabalhar durante o dia e tocar a noite. Essa é a realidade da banda também, ou é possível viver exclusivamente de música?
RL: Bom na banda a única que vive de música é a guitarrista Letícia. Sabemos que é muito difícil viver assim, mas mesmo o resto da banda trabalhando em empregos paralelos da banda. Esperamos um dia poder viver exclusivamente da banda. Não temos pressa e acreditamos em nosso trabalho!

VM: Manda um recado pro pessoal do sul-catarinense, e para seus fãs.
RL: Gostaríamos de mandar um grande beijo a todos, agradecer a oportunidade que estão nos dando para divulgar nosso trabalho e dizer que no que depender de nós em breve estaremos em Santa Catarina para fazer mais um grande show para uma galera que é total Rock n' Roll!
Beijos a todos.

The Rock Legs

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