quarta-feira, dezembro 29, 2010

Entrevista Velhas Virgens (janeiro 2010)

Prestes a completar 23 anos de carreira, as Velhas Virgens são consideradas a maior banda independente do Brasil, pela sua trajetória de sucesso. Com uma proposta politicamente incorreta focada na liberdade, diversão e a interação com seu público, faz cerca de 100 shows ao ano por todo Brasil e mais de 150 mil discos vendidos.

O grupo foi pioneiro em diversas investidas independentes na música, entre estas lançar CD com revista nas bancas de jornal e criar sua própria grife de roupas. Acumula 9 álbuns lançados, 1 CD-Rom, 3 DVDs, e um livro biográfico.

VM: Todos sabem da dificuldade de iniciar uma banda, quais foram as dificuldades da banda Velhas Virgens? E como que surgiu esse “louco” nome?
VV: O nome é o título do último filme do Mazzaropi chamado "A banda das velhas Virgens". Uma homenagem ao cineasta e um ótimo nome de banda também.
VV: No começo tudo é complicado. A gente não tinha instrumentos legais pra tocar, não conseguia achar onde tocar e muito menos acertar os caminhos da banda. Demoramos muito pra amadurecer musicalmente. Eram outros tempos. Hoja a garotada faz uma banda e em 6 meses já tem clip no youtube, site e cd gravado. Nós levamos quase 10 anos pra grava o primeiro disco.
 
VM: Qual era o objetivo da banda quando começaram? E qual o objetivo da banda hoje, onde a banda pretende chegar?
VV: Quando a gente começou não tinha nenhum objetivo. Era uma coisa de amigos pra se divertir. Hoje virou profissão e o objetivo é atingir mais pessoas e fazer muito mais coisas com o trabalho.
 
VM:Ainda existe um pouco de resistência quandos falamos que somos músicos, poucos acreditam que é possivel ganhar dinheiro com música independente. Você já sofreu algum tipo de preconceito ou situação engraçada ao dizer que é músico?
VV: Vou dizer o que me perguntam muitas vezes: "Legal, você toca, né? E oq eu faz pra viver?". Não é nem resistência é total incredulidade que uma pessoa possa viver de música.
 VM: A banda hoje escreve muito sobre sexo e bebidas, é a realidade da banda ou apenas uma estratégia de marketing?
VV: Nunca houve estratégia. A gente fala do que gosta, das coisas que ouve por aí, das histórias etc. Somos cronistas desse cotidiano. Seria muita ingenuidade alguém acreditar nos exageros que antamos. Mas a bebida e a loucura fazem parte da nossa vida e acho que sempre fará. Mas loucura maior é político escondendo dinheiro público na cueca. "Não posso fazer mal a ninguém a não ser a mim mesmo". Já dizia o sábio lobão!
  VM: Vocês já tocaram bêbados? Em algum show já tiveram que parar por estarem muito alcoolizados?
VV: Tem sempre um que passa dos limites. Já teve show que o nosso antigo batera teve que ser substituido na quarta música. Como músicos não somos grande coisa mas como músicos bebados nós tocamos pra caralho!
VM: Suas músicas não são bem aceitas por pessoas mais conservadoras, durante essa carreira de mais de 20 anos surgiu algum momento que pensaram em desistir por causa da critica dessas pessoas ou pela falta de apoio das rádios e gravadoras? VV: Não, em momento algum. A gente esolheu o caminho e vamos nele até o fim. Alguém precisa falar certas coisas na cara dessa sociedade careta, hipócrita e covarde.
 
VM: quase todos os discos foram lançados de forma independente, por qual motivo isso aconteceu? A banda acredita que sendo independente se é mais feliz?
VV: Quase não, todos. Mesmo os que sairam por uma gravadora elas eram independentes. Aconteceu por que ninguém queria a gente. nenhuma gravadora aceitou a banda e agora nós já fizemos o mais difícil e ser independete deixa a gente com total controle da nossa obra e trabalho. As grandes gravadoras são animais em extinção.
VM: Com a globalização a internet virou o principal meio de divulgação aos artistas independentes, mas também aumentou a pirataria e com os grandes lucros das gravadoras. Como você avalia isso? VV: Pra nós foi ótimo. A gent ejá vinha trabalhando na internet antes das grandes gravadoras e junto com isso fizemos uma campanha contra a pirataria do tidpo: "Se você quer que sua banda preferida continue fazendo discos valorize o trabalho dos caras e compre alguma coisa deles". E tem dado certo. Mesmo senod pirateados osfans sempre compram alguma coisa como camisetas, calcinhas, canecas e assim conseguimos grana pra fazer novos trabalhos que incluem até livros!
 
VM: Cavalo está lançando um livro e a banda está com um Cd novo. O que os fãs podem encontrar nestes materiais e onde podem comprar? e o que vem de novidade por aí?
VV: Tanto o livro como o novo cd estão a venda na nossa loja virtual www.gabaju.com.br e também em lugares como a livraria cultura e outros grandes estabelecimentos.
O livro são 4 HQs que tem como tema principla as músicas das velhas e nós somos os personagens. E o cd novo é uma óperarocktosca! O cara pode ouvir e baixar a história completa no site. Um libreto como os deópera pra acompanhar o cd. Tudo ilustrado maravilhosamente bem por Weberson Santiago (eleito melhor ilustrados do ano) e o designe ficou por conta da Juliana Vechi. Gente muito competente trabalhando conosco!
As novidades são muitas. Começo de 2010 vamos lançar um documentário que fizeram da gente em DVD (tá ducaralho) e passou nos cinemas em São Paulo. Logo depois queremos fazer o Carnavelhas 2, um novo CD que saira em 2011 (comemorando os 25 anos de banda) o número 2 das Aventuras das Velhas em quadrinhos, nossa cerveja, um novo DVD desse show. Acho que é só!
 
VM: VELHAS VIRGENS, foi um prazer fazer esta entrevista com vocês, todos da VUOLO MUSIC desejam muito sucesso para você, por favor deixe um recado aos leitores do site e principalmente para seus fãs.
VV:Valeu a força de vocês! O recado é: Já para o bar!!!!!
 
VM: Esqueci de um detalhe, vocês responderam essa entrevista em que estado, bêbados ou sãs?
VV: Nem um nem outro. Eu estou de ressaca!

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