Prestes a completar 23 anos de carreira, as Velhas Virgens são consideradas a maior banda independente do Brasil, pela sua trajetória de sucesso. Com uma proposta politicamente incorreta focada na liberdade, diversão e a interação com seu público, faz cerca de 100 shows ao ano por todo Brasil e mais de 150 mil discos vendidos. O grupo foi pioneiro em diversas investidas independentes na música, entre estas lançar CD com revista nas bancas de jornal e criar sua própria grife de roupas. Acumula 9 álbuns lançados, 1 CD-Rom, 3 DVDs, e um livro biográfico.
VM: Todos sabem da dificuldade de iniciar uma banda, quais foram as dificuldades da banda Velhas Virgens? E como que surgiu esse “louco” nome? VV: O nome é o título do último filme do Mazzaropi chamado "A banda das velhas Virgens". Uma homenagem ao cineasta e um ótimo nome de banda também. VV: No começo tudo é complicado. A gente não tinha instrumentos legais pra tocar, não conseguia achar onde tocar e muito menos acertar os caminhos da banda. Demoramos muito pra amadurecer musicalmente. Eram outros tempos. Hoja a garotada faz uma banda e em 6 meses já tem clip no youtube, site e cd gravado. Nós levamos quase 10 anos pra grava o primeiro disco.
VM: Qual era o objetivo da banda quando começaram? E qual o objetivo da banda hoje, onde a banda pretende chegar?
VV: Quando a gente começou não tinha nenhum objetivo. Era uma coisa de amigos pra se divertir. Hoje virou profissão e o objetivo é atingir mais pessoas e fazer muito mais coisas com o trabalho.
VV: Vou dizer o que me perguntam muitas vezes: "Legal, você toca, né? E oq eu faz pra viver?". Não é nem resistência é total incredulidade que uma pessoa possa viver de música.
VM: A banda hoje escreve muito sobre sexo e bebidas, é a realidade da banda ou apenas uma estratégia de marketing?
VV: Nunca houve estratégia. A gente fala do que gosta, das coisas que ouve por aí, das histórias etc. Somos cronistas desse cotidiano. Seria muita ingenuidade alguém acreditar nos exageros que antamos. Mas a bebida e a loucura fazem parte da nossa vida e acho que sempre fará. Mas loucura maior é político escondendo dinheiro público na cueca. "Não posso fazer mal a ninguém a não ser a mim mesmo". Já dizia o sábio lobão!

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